23/05/2024 às 11h21 - atualizada em 23/05/2024 às 11h39
Jornal da Grande São Paulo
COTIA / SP
Os ânimos entre estudantes e governador Tarcisio estão mais acirrados, principalmente após o anúncio de corte na educação paulista que pode chegar a 10 bilhões de reais.
Se não bastasse isso, o governador tem tentado implantar a Escola Cívico-Militar no estado, o que não tem sido visto com bons olhos pela galera.
Mediante a tudo isso, na terça-feira, 21 de maio, estudantes foram até a Assembléia Legislativa manifestar e tentar barrar o projeto. Mas antes mesmo do inicio da sessão e análise do projeto de lei que cria escolas civicos-militar no estado, acabou tendo confronto e prisão de alguns estudantes, entre eles a presidente da UPES, Luiza. A polícia agiu com violencia.
Segundo a Secretaria de Segurança, a PM agiu para garantir a segurança dos participantes do ato e das pessoas no plenário.
A deputada Monica Seixas (PSOL - SP), relatou que foi ferida durante a confusão. Segundo ela "é inaceitável que estudantes sejam tratados dessa maneira com bombas e prisões. Se fazem isso na casa do povo, imagina o que farão nas escolas" - desabafou.
No total, 7 estudantes foram presos. Uma vigília foi realizada em frente ao 27º Distrito Policial em Campo Belo, capital de SP.
Já no dia 22, um ato pela liberdades dos "presos políticos" foi realizada e em audiencia de custódia todos foram liberados em liberdade provisória.
Segundo a UPES, em suas redes sociais, o recado foi dado e a entidade e estudantes não se calarão diante de tamanha covardia.
Textos: Nilson Aranha
Fotos: UPES
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