04/04/2025 às 19h38 - atualizada em 04/04/2025 às 19h43
Jornal da Grande São Paulo
COTIA / SP
Diante das recentes divulgações sobre a visita surpresa do vereador Alexandre Frota à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Atalaia, na qual dois médicos foram indevidamente expostos, é necessário esclarecer alguns pontos fundamentais.
Uma UPA é uma unidade de atendimento de urgência e emergência, estruturada para prestar assistência inicial a casos de saúde que necessitam de atendimento imediato, funcionando de maneira ininterrupta, 24 horas por dia. O fluxo de atendimento obedece a protocolos técnicos, priorizando casos mais graves, conforme a classificação de risco. Durante períodos de menor demanda, os profissionais podem e devem realizar pausas estratégicas, sempre respeitando a dinâmica do serviço e garantindo plena disponibilidade para qualquer emergência que surja.
Vale ressaltar que vistorias e fiscalizações são importantes e necessárias para garantir a qualidade do atendimento prestado à população. No entanto, tais ações devem ser conduzidas de maneira técnica e segura, respeitando os protocolos de saúde e evitando práticas que possam comprometer o funcionamento adequado da unidade. Fiscalizações feitas sem critério podem não apenas expor injustamente profissionais de saúde, mas também colocar em risco a própria população, desviando a atenção dos serviços essenciais e dificultando o aprimoramento efetivo do atendimento.
A exposição pública dos médicos sem o devido contexto e sem qualquer apuração prévia dos fatos não apenas compromete a imagem dos profissionais, mas também demonstra um desrespeito às normas éticas e legais que regem a medicina, a relação entre servidores da saúde e a administração pública. Além disso, ações desse tipo podem contribuir para o enfraquecimento da confiança na estrutura de atendimento médico, prejudicando tanto os profissionais quanto a população atendida.
Os médicos envolvidos repudiam qualquer alegação de negligência e informam que tomarão as medidas cabíveis para que os fatos sejam devidamente esclarecidos. A exposição ilegal de profissionais de saúde em redes sociais, sem embasamento técnico ou legal, configura um ato passível de responsabilização judicial e será objeto de apuração em todas as esferas competentes.
Reforçamos nosso compromisso com a ética e o atendimento humanizado à população, e seguimos defendendo o direito dos profissionais de saúde a exercerem suas funções com respeito e dignidade.
Atenciosamente,
Rogério Clóvis de Oliveira
Diretor Técnico — Unidade Pronto Atendimento Atalaia
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