07/11/2022 às 10h49
Cleide Rocha
Cotia / SP
Criador da Universidade de Brasília (UnB), ex-reitor da mesma universidade, antropólogo, político, pesquisador e escritor, Darcy Ribeiro é uma dos ícones intelectuais do Brasil. Neste 26 de Outubro de 2022 ele completaria 100 anos.
Ministro da educação no governo do presidente João Goulart em 1962, ele é lembrado como educador e autor de uns das obras mais importantes para se entender a contribuição de vários povos na formação da nossa identidade. O livro O Povo Brasileiro – a Formação e o Sentido do Brasil, defende a miscigenação como fator preponderante da diversidade que caracteriza o país. Mas Ribeiro não enxergava a mestiçagem ou essa mistura de diferentes Brasis em um como sinônimo de “democracia racial”, para ele para existir a democracia racial era preciso, antes, vivermos numa democracia social.
Sua obra denunciou a estratificação de classes que marcou a história da nação, com uma grande desigualdade entre as classes ricas e as pobres, a concentração de riqueza na mão de poucos e a desumanização das relações de trabalho.
Destacado indigenista, viveu por quase dez anos entre povos indígenas e é criador do Parque Indígena do Xingu no Mato Grosso e o Museu do Índio no Rio de Janeiro.
Apaixonado pelo povo brasileiro, e militante do ensino público, obrigatório, gratuito e laico. Seu sonho era unir a escola e a floresta.
Em seu texto “Fala aos moços” endereçado a população jovem, publicado na revista Carta em 1994, Darcy convoca as novas gerações a se afirmarem politicamente e se engajar com os desafios e problemas do país. ” Darcy Ribeiro era um visionário e seu discurso está mais atual do que nunca. Sim, Darcy, hoje, o Brasil é nossa tarefa, e é por ele que estamos nas ruas para derrotar o inimigo número um das escolas e universidades e das florestas”, afirmou a presidenta da UNE, Bruna Brelaz.
Neste centenário, a UnB vai celebrar a memória e ao legado do seu ex-reitor no Memorial Darcy Ribeiro, instalado na Praça Maior, no coração do campus Darcy Ribeiro, espaço conhecido como Beijódromo, alcunha criado pelo próprio Darcy, por acreditar que o local que abriga o acervo de sua obra ideal para “namorar e ouvir serestas”.
0 comentários
Há 1 semana
Gustavo Petta visita região no dia 15 e inclui Cotia em sua agendaHá 1 semana
ÂNGELA MALUF: DA EDUCAÇÃO À DISPUTA POR UMA VAGA NA CÂMARA DOS DEPUTADOSHá 1 semana
Crianças e adolescentes têm voz na construção de políticas públicas em CotiaHá 1 semana
Secretaria de Trabalho e renda tem inscrições para curso gratuito de Assistente AdministrativoHá 2 semanas
Últimos dias para opinar sobre prioridades do orçamento municipal