09/01/2023 às 13h16 - atualizada em 09/01/2023 às 13h27
Cleide Rocha
Cotia / SP
Que a educação é importante e necessária para a humanidade, não há dúvidas. É o maior legado que os pais desejam deixar para os filhos. Quem nunca ouviu os famosos ditados “estude meu filho para ser alguém na vida” ou “educação é o maior tesouro”. Os políticos apontam que a educação é a prioridade nos seus programas de governos. Mas infelizmente como podemos verificar nos resultados, não passam de retórica e programas de intenções. Nosso país ainda continua na lanterninha no ranking mundial de educação, apesar de muitos investimentos financeiros. É inegável o considerável aumento do acesso à educação, mas no quesito de qualidade, continuamos patinando.
Me tornei educador por acreditar no poder de transformação social e pessoal da educação. Assumir o desafio como o PROPÓSITO da minha vida. Mas não foi uma escolha a priori. Tinha o sonho de estudar psicologia ou direito, mas a realidade me levou a cursar pedagogia (curso que podia pagar na época). No princípio a ideia era apenas conseguir emprego como professor para bancar meu sonho. Como sou determinado e dedicado, procurei dar o melhor nos estudos, fui aperfeiçoando cada vez mais, e aos poucos, sem perceber, tinha sido “contaminado” pelo “vírus” da educação, emendando a graduação com especializações, cursos de atualizações, MBA, mestrado em educação, me profissionalizando cada vez mais.
Nestes mais de 25 anos de atuação, atuando em vários cargos e funções, tenho convicção que a educação me proporcionou inúmeras conquistas, sou quem sou, graças ao poder transformador da educação. Todo o educador precisa ter ciência e consciência que por meio da sua atuação profissional está contribuindo para a melhoria da sociedade. Como já dizia Paulo Freire no seu livro Pedagogia da Autonomia “Não posso ensinar o que não sei. Mas, este, repito, não é saber de que apenas devo falar e falar com palavras ao vento leva. É saber, pelo contrário, que devo viver concretamente com os educandos. O melhor discurso sobre ele é o exercício de sua prática”.
O gosto de aprender para ensinar me acompanha deste a infância. Puxando a memória, posso dizer que desde criança exerci a prática educadora: catequista aos 13 anos; líder de grupo de jovens, da Pastoral da Crianças e coordenador de comunidade aos 15 anos (na Bahia). A primeira vez que entrei numa sala de aula formalmente como professor foi aos 17 anos, para alfabetizar os pais das crianças atendidas pela Pastoral da Criança, na época estudante do magistério (1989).
No seu livro o Grande Potencial, o autor Shawn Achor, diferencia os conceitos de emprego, carreira e missão. “Um emprego não passa de uma atividade a ser suportada em troca de um salário. Uma carreira é um trabalho que oferece prestígio ou uma posição na sociedade. Uma missão é um trabalho que você considera parte integral da sua identidade e do sentido da sua vida, uma expressão de quem você é e uma fonte de gratificação e propósito”. Portando, partindo desses pressupostos posso afirmar que na educação descobri o meu propósito de vida, que é contribuir por meio da minha atuação profissional para uma sociedade mais justa, plural e solidária, ou seja, fazer a diferença na vida das pessoas. Deixo aqui um conselho - Descubra e assuma seu propósito e verás que o peso das responsabilidades se tornará mais leve e gratificante. Como diz o ditado popular, “quem ama o que faz, não trabalha, diverte”. Bom divertimento a todos!
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