Luta de uma criança de 9 anos para conseguir tirar um simples gesso chamou a atenção da imprensa
Nem com a entrada da nova OS, o atendimento de Cotia melhorou em alguns aspectos. Criança continua sem estudar.
foto divulgação
A saúde pública de Cotia demonstra um verdadeiro descaso. Uma criança quebrou o braço e foi levada ao Pronto Socorro Infantil, onde a família foi informada de que não havia gesso. Encaminhada à UPA, recebeu a notícia de que não havia ortopedista. O menor retornou para casa e apenas no dia seguinte conseguiu o atendimento para imobilização.
Passados os dias, na data prevista para a retirada do gesso — 3 de abril —, o atendimento foi novamente negado. O que deveria ser um procedimento simples tornou-se um "jogo de empurra". A família já retornou à UPA diversas vezes e, mesmo com a mudança da Organização Social (OS) que administra a unidade, a precariedade no atendimento persiste.
O pequeno precisa apenas retirar o gesso e realizar um raio-X para avaliação da cura óssea. Com o braço suado e apresentando muita coceira, a situação gera revolta: a família já cogita remover o gesso em casa ou recorrer a um atendimento particular, mesmo sem condições.
Nossa reportagem entrou em contato direto com o prefeito, que encaminhou o caso à Secretaria Adjunta de Saúde. Até o fechamento desta edição, a secretária, após solicitar o envio de um áudio via WhatsApp, respondeu que ainda não teve tempo sequer de ouvir o pedido de socorro.
A família segue desamparada, sem saber a quem recorrer. Fica a reflexão: se nem a prefeitura, nem a secretaria conseguem resolver a retirada de um gesso, o que esperar de casos mais graves? Acreditamos na boa intenção do prefeito, mas o sistema parece conspirar contra o cidadão.
Nossa redação continuará acompanhando o caso.
Em tempo: informamos que o caso foi resolvido um dia após veiculação da matéria acima. Familiares e a criança foram bem atendidos pela equipe de saúde da cidade.
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