Quarta, 29 de julho de 2026
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Cultura

23/11/2021 às 07h27 - atualizada em 23/11/2021 às 07h33

Cleide Rocha

Cotia / SP

Centenas de pessoas prestigiaram a programação do Dia da Consciência Negra em Cotia
A programação da Secretaria de Cultura e Lazer foi on-line com transmissão do evento ‘Diálogos com a Diversidade’, realizado pelo Instituto Gira-Sol com incentivo da Lei Aldir Blanc.
Centenas de pessoas prestigiaram a programação do Dia da Consciência Negra em Cotia
Foto: Alexandre Rezende

No sábado (20 de novembro), centenas de pessoas participaram da programação do Dia da Consciência Negra realizada pela Prefeitura de Cotia, por meio da Secretaria de Direitos Humanos, Cidadania e da Mulher. O evento marcou o início da programação dos 16 dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra a Mulher 2021 (a programação completa será divulgada nos próximos dias).


O evento aconteceu no Paço Municipal e a abertura ficou a cargo de uma apresentação de Roda de Capoeira da Comunidade de Estudos e Pesquisas de Capoeira, comandada pelo professor Edinho. Quem se inscreveu e passou pelo local também teve a chance de assistir às  palestras, conferir exposições e acompanhar apresentação musical, entre outros.


“Eu aprendi muito com esse encontro, vocês me emocionaram muito, vocês são maravilhosos. Essas mulheres aqui presentes são tremendas, são empoderadas. Vocês me mostraram que tudo é possível. A palavra respeito deve nos representar sempre a todas, todos e todes”, disse Ângela Maluf, vice-prefeita e Secretária de Direitos Humanos, Cidadania e da Mulher


Os eventos duraram a manhã toda com exposição de obras do artista plástico João Machado, palestra e exposição de Adriano Camargo, o Adriano Erveiro, que tem livros publicados sobre o poder curativo das ervas. Teve ainda a apresentação musical de Karen Santos, palestra sobre preconceito racial de gênero com Kelvin Valentin (mulher negra trans) e também com a historiadora Senhora Ialorixá Nádia Ologunedé. “Ainda hoje é muito comum, até em textos acadêmicos, encontrarmos falas racistas, usando, por exemplo, o termo denegrir, que é tornar negro, para falar de coisas negativas e até ofensivas”, pontuou a palestrante.


A Ong Passatempo Educativo fez apresentação sobre bonecas Abayomis – símbolo da resistência negra - feitas com retalhos de tecidos; a imigrante angolana, Maria Fernanda Pascoal, ministrou uma palestra sobre a sua experiência como mulher negra e imigrante; a trancista Miriam Ribeiro Diogo contou a história das tranças nos cabelos afros; a história da Congada de São Benedito de Cotia também foi contada no evento durante uma palestra com Elisete Aparecida de Castro, filha do Seu Dito. O encerramento ficou por conta de uma apresentação musical com Felipe Variedade.


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