Quarta, 29 de julho de 2026
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Movimento Estudantil

28/10/2022 às 17h22

Cleide Rocha

Cotia / SP

Bora votar? Entidades estudantis lançam campanha contra a abstenção de voto
Estudantes também têm pressionado pelo passe livre no dia da eleição para garantir que todos tenham condição de exercer seu direito
 Bora votar? Entidades estudantis lançam campanha contra a abstenção de voto
foto divulgação

Quase 34 milhões de eleitores que estavam aptos a votar não compareceram as urnas no primeiro turno destas eleições presenciais. São 20,79% do eleitorado do Brasil, um recorde.


Para se ter uma ideia, a diferença de votos entre Lula e Bolsonaro foram 6 milhões de votos. Por isso, o comparecimento às urnas neste segundo turno é importantíssimo. A UNE e entidades estudantis lançam hoje a campanha Bora Votar.


“Queremos conscientizar a população sobre a importância de fazer valer a sua opinião. E reafirmar que cada voto importa”, destacou a diretora de Comunicação da UNE, Manuella Mirella.


A ideia é mobilizar principalmente a juventude que irá votar pela primeira vez. Entre janeiro e abril deste ano o país ganhou 2.042.817 novos eleitores entre 16 e 18 anos, um aumento de 47,2% em relação ao mesmo período em 2018. O Tribunal Superior Eleitoral comemorou esta marca histórica que só foi possível com a campanha que as entidades estudantis e Mídia Ninja lançaram na época, mobilizando artistas e influencers para um mutirão de voto.



 


São dois milhões de votos que podem e vão fazer a diferença no dia 30 de Outubro.


Os estados com maior taxa de abstenção, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foram Rondônia ( 24,6% de abstenção), Mato Grosso (23,4%) e Rio de Janeiro (22,7%).


Passe livre no dia da eleição para garantir a democracia


As áreas periféricas das grandes cidades como Rio de Janeiro e São Paulo, também são apontadas como grandes aŕeas de abstenção. Isso porque, com o atual cenário econômico do país, a falta de recursos para se deslocar para locais de voto pode afetar o resultado.


Com essa preocupação o partido Rede Sustentabilidade acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) diante de um receio em relação à abstenção nas eleições deste ano e a corte autorizou prefeituras e empresas de ônibus a oferecerem transporte público gratuito no segundo turno das eleições.


O ministro Barroso afirmou que a medida visa garantir condições para que o direito ao voto seja exercido, citando a “desigualdade social extrema no país” e contexto de “empobrecimento da população”.


Pesquisa da consultoria Quaest divulgada em 13 de outubro apontou que, entre os que não devem votar, 45% são eleitores de Lula e 27% de Bolsonaro. Por este motivo uma maior abstenção pode favorecer o atual presidente, uma vez que estudos apontam que ela é maior entre os eleitores de menor escolaridade e renda, que têm mais dificuldades para ir votar — e é entre essa parte da população que Lula obtém os maiores índices de apoio. As informações são da BBC.


Para as entidades estudantis é hora de pressionar prefeituras para que faça valer o direito de todos exercerem o seu dever de cidadão e conseguirem igualmente votar no candidato que preferem para os próximos 4 anos no país.

FONTE: UNE

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