28/10/2022 às 17h22
Cleide Rocha
Cotia / SP
Quase 34 milhões de eleitores que estavam aptos a votar não compareceram as urnas no primeiro turno destas eleições presenciais. São 20,79% do eleitorado do Brasil, um recorde.
Para se ter uma ideia, a diferença de votos entre Lula e Bolsonaro foram 6 milhões de votos. Por isso, o comparecimento às urnas neste segundo turno é importantíssimo. A UNE e entidades estudantis lançam hoje a campanha Bora Votar.
“Queremos conscientizar a população sobre a importância de fazer valer a sua opinião. E reafirmar que cada voto importa”, destacou a diretora de Comunicação da UNE, Manuella Mirella.
A ideia é mobilizar principalmente a juventude que irá votar pela primeira vez. Entre janeiro e abril deste ano o país ganhou 2.042.817 novos eleitores entre 16 e 18 anos, um aumento de 47,2% em relação ao mesmo período em 2018. O Tribunal Superior Eleitoral comemorou esta marca histórica que só foi possível com a campanha que as entidades estudantis e Mídia Ninja lançaram na época, mobilizando artistas e influencers para um mutirão de voto.
Vamos galera, jovens! ????
A nossa presidenta @brunabrelaz e o @vitao passando para lembrar a vocês que hoje é o último dia pra tirar o título. Correeeee, bora mudar esse Brasil! #TireiOTitulo #mutiraodovoto pic.twitter.com/GjiybZWOwQ
— UNIÃO NACIONAL DOS ESTUDANTES ????✊???? (@uneoficial) May 4, 2022
São dois milhões de votos que podem e vão fazer a diferença no dia 30 de Outubro.
Os estados com maior taxa de abstenção, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foram Rondônia ( 24,6% de abstenção), Mato Grosso (23,4%) e Rio de Janeiro (22,7%).
Passe livre no dia da eleição para garantir a democracia
As áreas periféricas das grandes cidades como Rio de Janeiro e São Paulo, também são apontadas como grandes aŕeas de abstenção. Isso porque, com o atual cenário econômico do país, a falta de recursos para se deslocar para locais de voto pode afetar o resultado.
Com essa preocupação o partido Rede Sustentabilidade acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) diante de um receio em relação à abstenção nas eleições deste ano e a corte autorizou prefeituras e empresas de ônibus a oferecerem transporte público gratuito no segundo turno das eleições.
O ministro Barroso afirmou que a medida visa garantir condições para que o direito ao voto seja exercido, citando a “desigualdade social extrema no país” e contexto de “empobrecimento da população”.
Pesquisa da consultoria Quaest divulgada em 13 de outubro apontou que, entre os que não devem votar, 45% são eleitores de Lula e 27% de Bolsonaro. Por este motivo uma maior abstenção pode favorecer o atual presidente, uma vez que estudos apontam que ela é maior entre os eleitores de menor escolaridade e renda, que têm mais dificuldades para ir votar — e é entre essa parte da população que Lula obtém os maiores índices de apoio. As informações são da BBC.
Para as entidades estudantis é hora de pressionar prefeituras para que faça valer o direito de todos exercerem o seu dever de cidadão e conseguirem igualmente votar no candidato que preferem para os próximos 4 anos no país.
FONTE: UNE
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