Quarta, 29 de julho de 2026
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Movimento Estudantil

31/01/2023 às 15h13

Cleide Rocha

Cotia / SP

Periferia e biomas brasileiros são inspirações da Mostra de Artes Visuais
Artes digitais rompem a barreira da galeria e estudantes selecionados na 13ª Bienal da UNE mostram do que sua criatividade é capaz
Periferia e biomas brasileiros são inspirações da Mostra de Artes Visuais
foto divulgação

As obras selecionadas da Mostra de Artes Visuais da 13ª Bienal da UNE tem manifestações artísticas com um olho no passado e outro no futuro. A mistura de técnicas e a inspiração nas diferentes realidades regionais vão marcar a diversidade que estará presente nesse pequeno leque do quem tem sido produzido pelos estudantes Brasil afora.


As obras estarão expostas permanentemente durante os quatro dias do festival, de 02 a 05 de fevereiro na Fundição Progresso no centro do Rio de Janeiro. A Vernissage da Mostra que inclui os estudantes selecionados e também uma Mostra Convidada com artistas renomados acontecerá já no dia 02, das 15h às 16h na Laje e Mezanino do mesmo espaço.


O coordenador da Mostra, Marjory Williams, elogiou o potencial das obras.


Tivemos um pouco mais de 90 trabalhos inscritos, com uma qualidade muito boa, apesar de muitos não seguirem critérios que eram requisitos para a seleção sobre os eixos temáticos, ainda assim com muita qualidade”, afirmou.


Os trabalhos deveriam se encaixar em núcleos temáticos de: ancestralidades, fé, afetos, diversidades e territórios.


Trabalhos de territórios são destaque como a obra CyberMangue da estudante de Artes Visuais da Universidade Federal de Pernambuco, Ariel Guerra, uma mesclada identidade periférica com o mangue.


A artista digital afirmou estar agradecida pela oportunidade de mostrar a sua arte.


Nunca imaginei conseguir apresentar meu trabalho em uma Mostra, então está sendo uma experiência massa. Estou ansiosa para chegar e ter essa vivência. Ainda mais sendo um trabalho que representa tanto a minha cidade, as áreas da cidade que eu moro”, ressaltou.


CyberMangue foi feita em 2020 e inspirada no movimento do Amazofuturismo, do artista João Queiroz. Além disso, Ariel mistura referências do movimento manguebeat e ao grafite e a arte de rua que artista também tem no seu repertório.


A ideia é que o trabalho vire um gibi. “Eu já estou no processo, produzindo as páginas e deixando tudo pronto. Tive ajuda no roteiro, mas os desenhos estou fazendo sozinha.”


O trabalho do estudante da Universidade Federal do Pará (UFPA) Nagib Silva é ilustração digital sobre fotografia, chamada Tucunduba que também vem da sua realidade na periferia. O nome veio de um rio de Belém do Pará, que deu origem a dois bairros da cidade. O artista conta que a obra fala das narrativas que estão em torno desse rio e das lendas amazônicas.


É muito importante ter o meu trabalho exposto na Bienal porque vou poder falar da forma de vida da amazônia urbana, que é Belém, vou poder discutir questões sobre a periferia, sobre saneamento básico, sobre preservação da natureza nos meios urbanos, e sobre a ancestralidade amazônica através das lendas que eu resgato e reconto através da minha perspectiva de um jovem negro, cotista da universidade de arte e que está produzindo narrativas visuais”, explica.

FONTE: UNE

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